• POR HENRIQUE KOIFMAN (também publicado no blog da

Novo Mini Cabrio cresceu em tamanho e diversão


Convenhamos, ter um carro compacto, durinho de suspensão (mesmo quando a seleção variável do console está no modo mais macio) e ainda por cima conversível no Rio de Janeiro (ou em outra metrópole brasileira) nesses nossos tempos emocionantes não é das coisas mais sensatas. Menos ainda se você pensar nos R$ 164.950,00 cobrados por um modelos que não é exatamente o mais versátil: nele existem quatro lugares, mas dois deles – os do banco de trás, claro – são quase "teóricos" e o porta-malas comporta parcos 160 litros (embora tenha uma abertura bem generosa). Ou seja, racionalmente, o novo Mini Cabrio passa um pouco distante que seria mais apropriado ao cotididiano da imensa maioria das pessoas. Então, caríssimo leitor, se você está em busca de sensatez, praticidade ou racionalidade, nem precisa ir adiante e, principalmente, não assista ao vídeo da TV Rebimboca a seguir. Melho usar o seu tempo para, finalmente, ler aquele relatório da contabilidade ou, quem sabe, pesquisar as incríveis vantagens do suco de couve sobre a cerveja.

Se você chegou a este segundo bloco, complemento o que digo no vídeo dizendo que o Mini Cabrio é também um carro fácil de dirigir. Curtinho, baixo e "quadrado", passa aquela sensação de se estar dirigindo um superkart , capaz de transformar qualquer pequeno passeio de quem gosta de dirigir em diversão. Tudo nele é pensado nesse sentido, ou melhor, nos nossos sentidos. Dos materiais agradáveis ao tato utilizados em seu interior ao som do motor girando alto – especialmente quando o modo "sport" está selecionado junto ao câmbio (me disseram que havia um equipamento de som Harman/Kardon de 400 Watts e uma penca de auto-falantes, mas sinceramente, nem liguei); do visual retrô-moderninho (ou pós-moderninho) de dentro e de fora às respostas nervosinhas do acelerador; do cheirinho e aconchego do couro dos bancos ao sabor... ih, esse sentido eu vou ficar devendo. Nada ali passa perto da mesmice ou do tédio. Também não passa lá muito perto do conforto, quando o piso do caminho segue o "padrão nacional" de irregularidades, buracos e sobressaltos, mas não se pode ter tudo.

Eu mencionei o tal retrô-moderninho em termos estéticos, mas nessa categoria também se encontram, de certa forma (principalmente na forma) uma infinidade de recursos de conectividade, navegação e

informação que rivaliza com os dos melhores smartphones (que, aliás, podem ser sincronizados com o sistema do carro e acessados pela tela e pelos comandos no volante). Legal, embora eu, pessoalmente, ache que o melhor a se fazer com um carrinho desses seja justamente se desconectar do sempre invasivo mundo virtual e curtir (sem teclar nada) coisas analógicas como o sol, o vento e – vá lá – os olhares de admiração e inveja alheios.

Por fim, em termos de concorrência, o pessoal de marketing da Mini considera modelos conversíveis mais caros que seu produto, como o Audi TT, o Chevrolet Camaro, o BMW M4 e o Mercedes SLC. Eu de cá lembro que, bem abaixo da tabela, corre também o charmoso Fiat 500 Cabrio, que anda bem menos, mas em sua versão automática não passa dos R$ 82 mil (a manual custa R$ 65 mil). Mas, como mencionei lá em cima, a escolha de um carro desses não costuma (e nem deve) ser meramente racional.

Vamos aos dados técnicos.

Motor: 2.0 16v, 4 cilindros, turbo

Potência: 192cv (a 5.000 rpm); Torque: 28 kgmf (entre 1.250 e 4.600 rpm)

Câmbio: automático sequencial (steptronic) de 6 marchas com opção manual no volante (paddle shifts)

Combustível: gasolina

Desempenho: velocidade máxima - 228 km/h; aceleração de 0 a 100 km/h em 7,1s

Peso líquido: 1.295 kg

Dimensões (em mm): 3.850 (comprimento), 1.727 (largura total), 1.415 (altura)

Rodas / pneus: 17" x 7" de liga leve / 205/45 R17

Preço: R$ 164.950,00 (a partir de, mas os opcionais são poucos e, em sua maioria, cosméticos).


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