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Vinte e dois anos sem Senna (e 30 do "meu" GP Brasil)

May 2, 2016

 

Não sei quanto a você, mas eu me lembro exatamente de onde estava e do que fazia na manhã de 1º de maio de 1994. Fui um dos milhões no mundo que presenciaram, ao vivo e em cores, ao acidente que matou o piloto Ayrton Senna. Publico este post como homenagem – embora prefira relembrá-lo por todas as outras ocasiões em que o vi nas pistas.

Essas fotos aí, por exemplo,  foram feitas por mim em uma delas, no autódromo de Jacarepaguá, no Rio, nos idos de 1986, exatos 30 anos atrás. Estagiário da antiga revista Manchete, inventei uma pauta mirabolante (algo como "Um dia na vida de um piloto") como pretexto para ir ao autódromo acompanhar os treinos e, quem sabe, o GP. Como personagem principal de minha matéria, escolhi um piloto brasileiro que ainda era pouco assediado pela imprensa e pelo público e que, por isso, topou que o acompanhássemos em sua rotina por alguns dias.

Não só consegui acompanhar os treinos – acabei ganhando uma poderosa credencial de imprensa, literalmente feita pelo próprio Bernie Eclestone, mas isso é para outra história –, como tive acesso livre aos boxes o tempo todo. Naqueles tempos, isso nem chegava a ser assim tão especial, pois havia muito menos controle e restrições do que hoje.

Acabamos produzindo uma foto de capa para a revista, com Senna e a modelo Monique Evans, madrinha do GP Brasil daquele ano. Conversei com alguns dos meus ídolos de adolescência – como Jackie Stewart e James Hunt – que trabalhava como comentarista para um canal de TV e me deu carona, a pedido de Eclestone, do autódromo até um hotel em São Conrado. E entrevistei muitos outros, para perguntar basicamente como eles se preparavam para um grande prêmio. Me lembro que Prost disse gostar de jogar golfe para relaxar (e fomos fotografá-lo maltratando as bolinhas no Gávea Golf), Elio de Angelis tocava (muito bem) piano, Jacques Lafitte – com quem conversei longamente sobre cinema e literatura – gostava de ler... Não me lembro de muito mais que isso, a não ser da resposta do bem-humorado Keke Rosberg (pai do atual líder do campeonato de F1, Nico): "sex in the morning, sex in the evening, sex at night". Senna era um dos poucos (se não o único) que fazia uma preparação física mais séria, com condicionamento (corrida) e musculação. No mais, naquele tempo, era um cara comum, que gostava de carros (conversamos muito sobre os modelos da época), um pouco tímido, mas que, de vez em quando, soltava uma piadinha ou ironia afiada – especialmente quando estava entre o pessoal de sua equipe.

Não entrevistei Nélson Piquet sobre sua preparação, mas ele, com uma paciência digna dos melhores professores, acabou me dando uma aula fantástica sobre suspensão de F-1 e a (então) nova suspensão ativa, quando o visitei nos boxes da Williams.

Publicada, minha reportagem acabou se restringindo praticamente à cobertura da corrida, pequenas aspas de Senna, Monique, Piquet e Suzane Carvalho – que naqueles tempos ainda não pilotava, mas já circulava no meio automobilístico –, entre outros. O tal "Um dia na vida de um piloto" acabou virando mais "Cinco dias na vida de um aficionado". Na pista, Piquet chegou em primeiro, Senna em segundo e Lafitte em terceiro. Acho que fui pé quente.

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