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Verde que te quero rápido: por que os carros de corrida ingleses são dessa cor?



Você já parou para se perguntar por que, se a bandeira inglesa é vermelha, azul e branca, os carros de corrida britânicos mais famosos costumam ser pintados de verde-escuro? Antes de elucidar esse enigma cromático, vale esclarecer que, desde o final dos anos 1940, início dos 1950, vigora mais ou menos formalmente um código de cores que identificam a nacionalidade dos carros nas corridas, especialmente nas europeias, incluindo a Fórmula I. A Itália usa o vermelho (rosso corsa, aquele celebrizado pela Ferrari), a França o azul (allez le bleus, também nas pistas), a Bélgica o Amarelo, a Alemanha o prata (ou o branco) e por aí vai. O Reino Unido, claro, usa o verde – que não por acaso tinge todos os modelos britânicos que ilustram esta página (como o Aston Martin DB4 GT de 1959 acima).




Daí ser natural, também, que essas cores fossem usadas em carros esportivos “de rua”, como forma de deixar ainda mais explícita a sua ligação com as pistas e com seu país de origem. E, como deu para perceber no parágrafo acima, a correspondência entre essas tonalidades e as que estão nas bandeiras nacionais não é obrigatória. Ao lado, um Bentley de 1929.





No caso do Verde de corrida britânico (British Racing Green, no idioma original), a culpa é da Irlanda. Isso porque, em 1902, quando a Inglaterra receberia pela primeira vez uma corrida de prestígio – a Gordon Bennett Motor Cup –, seus organizadores se depararam com um problema que, ao menos naquele momento, era intransponível: a velocidade máxima permitida no país era de 30 km/h. Isso porque, naqueles tempos, não havia ainda autódromos, vale lembrar, e as baratinhas teriam de correr pelas estradas comuns.



A solução, então, foi transferir a corrida para a vizinha Irlanda, onde ainda não havia um limite de velocidade definido. E o verde, pelo qual o país era conhecido, graças às suas matas (e constante em sua bandeira) foi usado pelos pilotos ingleses como uma forma de homenagem aos anfitriões irlandeses. A solução fez sucesso e acabou se transformando em tradição. Acima, um Mini Cooper.



Foi com esse verde que, por exemplo, Jack Brabham venceu seus dois primeiros campeonatos de Fórmula I e, hoje, essa é a cor (ou quase) usada pela escuderia Aston Martin, na mesma categoria. E, ao longo do tempo, praticamente todos os modelos ingleses “de série” ou fora dela, esportivos e até triviais, oferecem o tal British Racing Green em seu catálogo de opções. Ao lado, Colin Chapman ao volante e, abaixo, uma pequena galeria com alguns modelos ingleses célebres, todos bem verdinhos e (quase todos) rápidos.




Jaguar XJ 13 de 1966 - internet



Lotus Eleven de 1956



Aston Martin da Fórmula 1 atual



Allard do começo dos anos 1950



Morris Minor dos anos 1950 / 60



Jaguar XK SS 1956



MG Midget 1971

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