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Maio amarelo e a sinfonia do trânsito

arte sobre foto de divulgação da montadora Infinity

Por Henrique Koifman

Estamos no maior amarelo, mês escolhido para um reforço nas campanhas de prevenção aos acidentes de trânsito. É, o amarelo é aquele mesmo da luz intermediária dos sinais – ou semáforos, no termo exato –, que significa atenção e, diferentemente do que a gente interpreta de vez em quando, indica que devemos tirar o pé do acelerador e pisar no freio, e não aumentar a velocidade para passar antes do vermelho. E é mudando pequenos atos e hábitos como esse que cada um de nós pode dar sua contribuição para aumentar a segurança de todos, tanto motoristas quanto pedestres e ciclistas.



Isso porque o trânsito é como uma grande orquestra sinfônica. Uma daquelas atividades humanas que envolvem um monte de gente, e em que um monte de coisas acontecem ao mesmo tempo e em que, muitas vezes, basta que apenas uma pessoa ou instrumento “desafine” para desandar o concerto inteiro. Mas, se com a orquestra, na pior das hipóteses, esses desarranjos podem render algumas vaias e eventualmente o emprego do maestro ou de algum solista, no caso do trânsito, as consequências podem ser muito mais pesadas e tristes.

Daí que a responsabilidade de cada participante é, também, bem maior. Não só em relação a manter seu instrumento em ordem – ou seja, o carro em perfeito estado –, como também no que diz respeito a manejá-lo (guiá-lo) com atenção e capricho e, principalmente, em seguir direitinho o que estabelece a partitura. Tanto em termos de “andamento”, os limites de velocidade, quanto as entradas e partes executadas por todos os outros músicos, para manter a desejada harmonia geral. E, pra isso, nós nem precisamos ser todos virtuoses do volante, basta fazer a nossa parte corretamente.



O celular


Aproveitando o gancho (ops!), sei que isso é falado à exaustão, mas nunca é demais repetir: usar o celular enquanto dirigimos é uma temeridade. Essa combinação entre smartfones e direção é, hoje, a terceira maior causa de mortes de trânsito no Brasil, ficando atrás apenas da ingestão de álcool e o excesso de velocidade. Segundo um estudo recente do Departamento de Estradas dos EUA, usar o celular ao volante – para falar, ler mensagens, ou seja, lá o que for – aumenta em até quatro vezes as chances de acontecer um acidente.

Aqui no Brasil, quem for flagrado segurando o celular enquanto dirige, mesmo parado diante de um sinal fechado, pode ser multado em R$ 293 e perder sete pontos na carteira. Mas e se tiver usando fones de ouvido, sem segurar o aparelho? –alguém pode perguntar. Aí são R$ 130 de multa e quatro pontos no prontuário. E mesmo falar pelo viva voz também é também proibido – hábito que eu, admito, tinha até nem tanto tempo assim, mas que prejudica, mesmo, a concentração. Quem for flagrado pode ter de pagar R$ 88 de multa e perder três pontos na carteira.

Para você falar com alguém ou ler mensagens sem correr riscos ou prejuízos, basta parar o carro antes.

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