Uma semana com o Peugeot 208 GT 2026
- Henrique Koifman
- há 4 horas
- 4 min de leitura
Texto e fotos de Henrique Koifman
O 208 GT é um hatch compacto ágil e divertido de guiar e que, a partir deste modelo 2026, é também o primeiro carro de sua categoria a contar com um sistema híbrido-leve, em que alternador e arranque são unificados e funcionam, também, como um motor elétrico auxiliar. No vídeo acima, você vai assistir ao meu test-drive de uma semana com esse carrinho. E falo dele também neste post.

Eu conheci e guiei pela primeira vez o Peugeot 208 GT Hybrid 2026 em setembro do ano passado, quando ele e seu irmão SUV, o 2008, foram apresentados à imprensa aqui no Rio. Na época, fiz até um post para o blog da Rebimboca, um vídeo para a TV Rebimboca e, também, um comentário para o Acelera BandNews. Nessas postagem e vídeo anteriores, mostro o carro por dentro e por fora e explico em detalhes como funciona o sistema híbrido-leve, dele. Por isso, não vou me alongar novamente nisso desta vez, mas coloco os links aqui para que você possa conferir:
No Acelera BandNews, disponível também no Spotify - https://open.spotify.com/episode/6WBetlQCsybz88ZGbCgsow?si=91LzeNGWQme-3e6xkYU2Gw
Meu reencontro com o Peugeot 208 GT Hybrid
Daquela vez, no lançamento, eu só dirigi o 208 GT Hybrid por uns 20 ou 30 Km, por aí. Agora, tive a chance de passar pouco mais de uma semana com o carro, no meu primeiro test-drive deste ano. Ele é, hoje, a versão topo de linha do hatch compacto da Peugeot e tem uma pegada visual um pouquinho mais esportiva, destacada em itens como pintura, acabamentos, bancos, rodas etc.

Digo visual porque, tirando essa parte híbrida-leve, que dá uma ajudazinha elétrica ao motor e que é a novidade para o modelo 2026, ele vem com a mesma base mecânica que já equipava a antiga versão Style do mesmo 208 2025. E que é usada em versões dos Fiat Fastback, Pulse e Strada e também em alguns modelos Citroen: C3 You, Basalt e Aircross.

Essa mecânica combina um motor flex um ponto zero turbo de três cilindros, de até 130 cv e 20,4kgfm (“quilos”) de torque com um câmbio automático do tipo CVT, que simula sete marchas. Só que, como esse 208 é menor e mais baixinho que os primos e o irmão SUV, ele passa uma sensação de dirigir bem mais divertida.

O 208 GT é espertinho, mas confortável
O interessante é que, mesmo sendo ágil e até nervosinho e fazendo curva bem a beça, ele não é um carro duro, ao contrário. É até bem confortável, isso para quem vai nos bancos da frente, porque atrás é um tanto apertado – pelo menos para quem se sentar atrás de um motorista com a minha altura (1,87m).
Nesta versão GT, que está na faixa dos 130 mil reais, o 208 é bem equipado. Tem até teto panorâmico de cristal, além de faróis (em LED) e limpadores de para-brisa com acionamento automático, boa multimídia, bancos em couro e um acabamento bem bacaninha, além de bons itens de segurança autônoma (ADAS) – como frenagem autônoma de emergência e assistente de manutenção de faixa. E tem um visual bonito, com muita personalidade.

O tipo do modelo que parece ter sido projetado pra quem gosta de dirigir interagindo mais com o carro e com o caminho –, como eu. Eu e a maioria dos meus colegas jornalistas especializados em automóveis aqui do Rio. Não por acaso, nós escolhemos esse 208 como o melhor carro da categoria hatch compacto no Prêmio Roda Rio dois mil e vinte e cinco.

Quem são os principais concorrentes do Peugeot 208 GT?
Para que esta avaliação não fique parecendo apenas uma questão de gosto pessoal, vale mencionar que esse Peugeot tem também um bom custo-benefício, especialmente quando comparado aos seus atuais concorrentes mais diretos – e, ainda por cima, é o único deles a contar com um sistema híbrido-leve. Eis os preços da turma toda (selecionei as versões que, como esse GT, são topo de linha de cada modelo):
Fiat Argo Trekking 1.3 AT - R$ 110.790
Hyundai HB20 Platinum 1.0 TGDI AT - R$ 131.190
Chevrolet Onix RS Turbo - R$ 133.390
VW Polo Highline TSI AT - R$ 136.990
Peugeot 208 GT Hybrid - R$ 130.990
Preços em 4/2/2026, sites das montadoras:

E eis aqui a ficha técnica do carro:
PEUGEOT 208 HYBRID GT T200 AT 2026
Motor: Turbo 200 Hybrid
Posição: Transversal
Número de cilindros: 3
Diâmetro x curso: 70.0 x 86.5 mm
Cilindrada total: 999,0 cc/ / 333,0 cc
Taxa de compressão: 10,5 : 1
Potência: 125 cv (gasolina) /
130 cv (etanol) a 5.750 rpm
Torque: 200 NM /1.750 rpm
Nº de válvulas por cilindro: 4
Comando de válvulas: no cabeçote,
acionamento por corrente, variável na admissão
Injeção: eletrônica
Combustível: Gasolina/Etanol
Bateria (sist Hybrid)
Tipo: íon-lítio
Posição: abaixo do banco do motorista
Tensão: 12 V
Transmissão
Câmbio automático tipo CVT,
com 7 marchas emuladas no modo Manual,
Variável no modo Automático
Tração: Dianteira
Sistema de freios
Dianteiro: Disco ventilado (283 x 26 mm)
com pinça flutuante e cilindro de comando
Traseiro: Tambor 8” (20,6mm)
Suspensão
Dianteira tipo McPherson com rodas independentes,
Amortecedores hidráulicos telescópicos
de duplo efeito e pressurizados a gás
Elemento elástico: Molas helicoidais
Traseira
Tipo Deformable
Amortecedores hidráulicos de duplo efeito
Elemento elástico: Molas helicoidais
Direção
Assistência: elétrica de série
com pinhão e cremalheira
Diâmetro mínimo de curva: 10,2 m
Rodas
Medidas: 17” liga-leve
Pneus: 215/60 R17
Peso do veículo
Em ordem de marcha: 1.174 kg
Capacidade de carga: 400 Kg
Dimensões externas/capacidades
Comprimento: 4.053 mm
Largura da carroceria: 1.740 mm
(s/espelhos) 1.965 (c/espelhos)
Altura: 1.470 mm
Distância entre eixos: 2.542 mm
Altura mínima do solo: 174.7 mm
Volume do porta-malas: 304 litros
Tanque de combustível: 47 litros
Performance
Aceleração de 0 a 100 km/h:
9s (gasolina) / 8,6s (etanol)
Velocidade máxima:
203 km/h (gasolina) 205 km/h (etanol)
Consumo PBEV
Urbano: 13,0 km/l (gasolina) /
9,1 km/l (etanol)
Estrada: 13,8 km/l (gasolina) /
9,6 km/l (etanol)

































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