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Um sedã numa hora dessas?

Nissan relança Sentra no Brasil por a partir de R$ 148.490


Por Henrique Koifman

A Nissan acaba de relançar no Brasil seu sedã médio Sentra, que chega em duas versões, Advance e Exclusive, ambas produzidas no México. Daí você pode estar se perguntando “será que vale a pena investir em um sedã dessa faixa de preço, quando o mercado está praticamente dominado por esportivos utilitários – os SUVs –, os queridinhos do consumidor atualmente? Pois é justamente a pouca variedade de opções nesse segmento o que parece estar por trás dessa estratégia.



Antes da análise, vamos conhecer um pouco do novo carro.


Lançada na América do Norte em 2021, a oitava geração do Sentra tem um desenho arrojado, cheio de curvas, em estilo semelhante ao que já conhecemos aqui na carroceria do Versa, igualmente produzido no México. Ele vem recheado de recursos tecnológicos atualizados de segurança – principalmente em sua versão mais cara, a Exclusive (por a partir de R$ 171.090). E oferece o que os sedãs desse porte têm de melhor: acabamento caprichado, espaço interno e para bagagens, conforto e boa dirigibilidade.



Mecanicamente, à primeira vista, ele nem parece ser muito diferente do modelo de sétima geração, que foi vendido aqui no Brasil até um tempo atrás. Sob o capô, tem um motor de 2.0 litros e 16 válvulas aspirado, movido apenas por gasolina e que rende 151 cv de potência e 20 kgfm de torque. A diferença, porém, é que esse motor funciona no ciclo Atkinson (os mais comuns, e o anterior, usavam o ciclo Otto) que, resumida e muito simplificadamente, funciona com um regime diferente de abertura e fechamento das válvulas para os cilindros, com foco na maior eficiência. O propulsor funciona em parceria com um câmbio automático do tipo CVT (continuamente variável) que simula oito marchas e oferece quatro modos de condução: normal, sport (que “estica” as rotações, incrementando as respostas e a performance), ECO (que prioriza a economia de combustível) e Manual – que permite a seleção das marchas por meio das borboletas, os paddle shifters instalados atrás do volante, tornando a condução um pouco mais divertida e, principalmente, auxiliando o uso do freio motor em reduções e descidas de serra, por exemplo.


A suspensão é do tipo McPherson na dianteira e multi-link na traseira, padrão que costuma garantir boa condução, estabilidade e o conforto que se espera desse tipo de carro.




Nesse sentido, também, o capricho nos acabamentos e no pacote de recursos “de série” é bem interessante. Já no mais simples, o Advance, que custa R$ 148.490, estão presentes itens como ar-condicionado automático digital de duas zonas, bancos com aquecimento (o do motorista tem ajustes elétricos), faróis de LED, sensores de acendimento de faróis e limpadores de para-brisa e painel digital com tela de TFT de sete polegadas customizável, além de itens de segurança como alerta avançado de colisão frontal, assistente de frenagem, alerta para distrações do motorista, seis air-bags e freios a disco nas quatro rodas, que são de liga leve de 17 polegadas.



Por cerca de R$ 22 mil a mais, o Exclusive soma a esses recursos como o alerta de tráfego cruzado traseiro, alerta e assistente de mudança de faixa, faróis automáticos inteligentes (que não ofuscam quem vem na mão contrária), monitoramento de ponto cego e simulação de visão 360º inteligente, com detecção e alerta sobre objetos em movimento. Além disso, traz teto solar elétrico, partida remota do motor (pela chave) e um sistema premium de som Bose com oito alto-falantes. Isso e um acabamento interno que, pelo menos das imagens que recebi, parece ser muito bacana.



Lançar sedã é boa ideia?


Voltando a pergunta lá do primeiro parágrafo, minha intuição diz que sim, é uma boa ideia a Nissan oferecer o Sentra ao mercado brasileiro neste momento. Hoje, esse segmento é totalmente dominado por um único modelo, o Toyota Corolla. Outras opções? Talvez o (bom) Chevrolet Cruze sedã, que está perto de sua aposentadoria já tenha representado alguma concorrência, não mais. E há dois anos o principal rival do Corolla, o Honda Civic nacional pendurou suas chuteiras – quer dizer, rodas, sendo substituído recentemente por um importado, disponível apenas em sua versão híbrida de R$ 245 mil.



O preço, aliás, pode ser exatamente a chave para o sucesso do Nissan. Como comparação, o Toyota Corolla mais simples, o GLI, sai hoje por R$ 149.290 – um tantinho a mais que o Sentra Advance, que é tão ou mais bem equipado que ele. E suas versões mais sofisticadas não-híbridas giram perto dos R$ 179 mil.


A competitividade desses valores é possível justamente porque a Nissan traz o carro do México, com o qual o Brasil tem acordo comercial automotivo que zera as taxas de importação. E, no final das contas, com uma provável boa margem de lucro em cada unidade, a montadora nem precisa vender um volume tão grande de carros para que sua vinda valha a pena. O risco para ela, portanto, é bem pequeno.


Bom também para o consumidor brasileiro, incluindo os frotistas e empresas que usam em peso esse tipo de carro, também chamado de sedã executivo, e que volta a ter mais uma opção interessante.





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