top of page

Ao volante do BMW iX3 2026, o primeiro 'Neue Klasse' no Brasil

há 3 horas
5 min de leitura

Por Henrique Koifman

Fotos HK e divulgação



A BMW está lançando uma nova geração de carros elétricos com a qual vai atualizar boa parte de seu portfólio nos próximos 10 anos. É a Neue Klasse (ou “nova classe”, em alemão), que chega com muita tecnologia e um visual inovador – mas que, ao mesmo tempo, faz referências à identidade e até a modelos clássicos da marca. E o primeiro integrante dessa nova safra a chegar ao Brasil é o SUV médio-grande iX3, já disponível para reserva nas concessionárias daqui na versão 50 xDrive, por um tiquinho menos de R$ 583 mil. Tive a oportunidade de dar uma voltinha nesse carro e você pode conferir isso neste novo vídeo da TV Rebimboca, no YouTube (acima).


Logo quando olhei o iX3 pela primeira vez, associei o (belo) desenho de seus faróis e grade dianteira ao de um modelo clássico da BMW do final dos anos 1960, o marcante 2000 CS (abaixo). Claro que a semelhança se limita a alguns detalhes, mas, assim como a própria identidade de marca da montadora, com suas duas metades em formato de rim, e o logo que sugere uma hélice em movimento*, esses são detalhes marcantes.

(*) A BMW começou produzindo motores para aviões durante a Primeira Guerra Mundial, e somente mais tarde passou a fabricar motos e, depois ainda, automóveis.



Alguns desses detalhes ficam ainda mais marcantes pela moldura luminosa em LED que os envolve, destacando o carro na paisagem. O perfil do iX3, por sua vez, com sua forma longilínea e bem proporcionada, me lembrou mais uma grande station wagon (ou perua) do que um SUV, a despeito de sua altura.



E se por fora o iX3 já rompe consideravelmente com o desenho da atual geração de carros da BMW, por dentro, as diferenças e novidades são até maiores. A começar pelo painel de instrumentos, que não fica atrás do volante, mas sim numa faixa que preenche, lado a lado, o espaço logo abaixo do para-brisas. Ele é uma projeção de alta resolução, totalmente customizável, e que permite que se tenha uma infinidade de informações sem praticamente tirar os olhos da pista. Além dos dados de desempenho, estado do veículo, autonomia e outras muitas coisas, você ainda pode escolher figurinhas com carros da marca com a lataria transformada em tela de pintura por artistas plásticos e que compõem a coleção BMW Art Car (no detalhe).



Pensou num head-up display, aquele dispositivo que projeta informações no para-brisas, no campo de visão do motorista e já presente em muitos carros? Pois ele também está lá, e pode ser igualmente programado em conteúdo. Além disso, a tela da multimídia tem um formato bem diferente do comum, algo como um trapézio escaleno (se não me falha a geometria do colégio), com laterais não paralelas, de forma a preencher visualmente o espaço junto ao volante. Este, aliás, também é diferentão, como você pode ver no vídeo.



Como seria de se esperar, o acabamento interno do BMW iX3 é luxuoso, alternando materiais, texturas e cores com extremo bom gosto. No carro que pude entrar e guiar, o padrão era couro, com partes em preto e em carmim. O teto solar panorâmico não tem cortina interna – e nem precisa, pois é fotossensível, escurecendo de modo a bloquear excessos de luz e de calor. E o isolamento acústico é bem impressionante: eu gravei parte do vídeo na concessionária, com muita gente barulhenta do lado de fora do carro, mas, dentro dele, com as portas e janelas fechadas, não ouvia praticamente nada do que rolava no exterior.



Vamos dirigir o BMW iX3 2026


Pude dar uma pequena volta com o iX3, num trajeto que incluiu conturbadas ruas da Zona Sul carioca e um felizmente desimpedido Aterro do Flamengo. Encontrar uma boa posição de dirigir nesse SUV foi muito fácil e entender seus comandos básicos para poder guiá-lo, também. Estes são bastante intuitivos, mas o mesmo não posso dizer em relação às informações e recursos disponíveis através das telas na multimídia. Muita coisa, distribuída em muitas telas, identificada por ícones que nem sempre são óbvios. Mas isso, cá entre nós, é o atual padrão da indústria, mesmo em modelos de luxo. Com o tempo, você aprende o caminho do que realmente necessita ou usa mais e pronto.



A suspensão do carro é um pouco mais firme do que a média nos SUVs desse porte e faixa. Isso porque a maioria deles tem origem chinesa, e lá na terra dos mandarins, a preferência é pela maciez, não pela firmeza. Isso não quer dizer que o iX3 seja um carro duro, de forma alguma. Tem capacidade de absorção suficiente para que o pouco monótono asfalto das ruas do Rio passe quase sempre despercebido a bordo.


Por outro lado, ao rodarmos nas pistas livres e com limite de velocidade em 90 km/h do Aterro, deu para perceber o ótimo acerto dessa suspensão, ajudando a fazer o carro ser extremamente estável, mesmo nas curvas de “compensação invertida” dali.



O carrão conta com dois motores elétricos, um na dianteira, outro na traseira, distribuindo um total de 469 cv de potência e 65,7 kgfm de torque nas quatro rodas, o que também contribui consideravelmente para a impressão de se estar rodando em trilhos.


As acelerações são vigorosas e silenciosas – o 0 a 100 km/h é feito em 4,9 segundos, segundo a fábrica. Mas basta você mudar o modo de condução para esportivo e acionar o som especial de propulsão para que a sensação de dirigir mude completamente. É que a BMW contratou o compositor Hans Zimmer – autor, entre outras, da trilha sonora da clássica animação O Rei Leão – para criar a identidade sonora de toda a Neue Klasse. Daí que, quando o pé afunda no acelerador, o iX3 pode literalmente rugir como um leão ciborgue. Algo que me lembrou dos carros nos antigos filmes de ficção científica dos anos 1960 e 70. Pura curtição.



E então, que tal o BMW iX3 2026?


Não deu para guiar o iX3 por mais de meia hora, mas já pude perceber algumas de suas muitas qualidades e características. Além da boa dinâmica em si, acho que a BMW conseguiu embarcar nesse SUV algo que nem sempre (ou raramente até) outras montadoras conseguem colocar nos seus: a personalidade da marca. Do visual ao padrão, às reações e sensações, mesmo sendo totalmente novo em quase tudo, não há dúvidas de que se trata de um BMW.


Além disso, o iX3 oferece 570 km de autonomia por carga – medidos pelo Inmetro e comprovados pelo colega Fábio Perrota Jr, que trabalha na BMW e, no dia seguinte às nossas voltinhas, foi do Rio a São Paulo com o carro, partindo daqui com 90% da carga e chegando lá com 116 km de autonomia ainda disponíveis. E, para recarregar, usando um equipamento AC de até 22 kW, dá para abastecer entre 10 e 80% da bateria em 21 minutos.



Nem vou me aventurar a enumerar todas as novas tecnologias e recursos disponíveis nesse SUV. Para isso, sugiro uma visita à sua “garagem” no site da marca - https://www.bmw.com.br/pt/all-models/serie-x/ix3/bmw-ix3.html. É claro que não dá para dizer que, custando exatos R$ 582.950,00, ele seja um carro que se destaque pelo preço competitivo. Por outro lado, já foi o tempo em que os modelos elétricos custavam muito mais que os a combustão e, levando isso em conta, ousaria dizer que o iX3 50 xDrive tem até um bom custo-benefício, ficando mais ou menos na mesma faixa, por exemplo, que um Audi Q5, também SUV, mas a combustão.


Gostei, e fiquei bem curioso para conhecer os outros futuros integrantes dessa “nova classe” que vêm por aí.

Comentários


Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square
bottom of page