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Dia Nacional da Paz no Trânsito: nada a comemorar

Brasil é o terceiro país em mortes no trânsito e o segundo pior para se dirigir no mundo.


Por Henrique Koifman

Hoje, 21 de abril, além de feriado em homenagem a Tiradentes, é também o Dia Nacional da Paz no Trânsito, uma daquelas datas definidas para servirem como mote para campanhas educativas e de prevenção. Pelo jeito, ainda teremos muitos e muitos anos de esforço nesse sentido pela frente, pois, quando comparado a outros países, o Brasil é praticamente um retardatário na corrida pela segurança em ruas e estradas.


Segundo o Status Report on Road Safety, relatório elaborado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), somos o terceiro país com mais mortes no trânsito do mundo – são aproximadamente 45 mil vítimas fatais por ano, ou 16 para cada 100 mil pessoas. Tantas que, por aqui, essa já é a oitava maior causa de óbitos. Também por isso, de acordo com um estudo divulgado pela plataforma CupomValido.com.br, que tem por base dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE e do site britânico Compare The Market, o Brasil é o segundo pior lugar do mundo para se dirigir um carro, “perdendo” apenas para a Rússia.


Para estabelecer esse ranking global dos horrores para motoristas, o estudo levou em conta a já mencionada quantidade de mortes no trânsito, o nível de qualidade das estradas, o índice de congestionamento nas vias e a proporção do custo de manutenção do veículo em relação à renda média da população. Confira quais são os outros ranqueados na tabela abaixo:


Brasil é o segundo pior país para se dirigir no mundo


No extremo oposto, o melhor país para se dirigir é a Dinamarca, onde apenas 3,7 em cada 100.000 pessoas, em média, morrem em acidentes de trânsito. Além disso, o país é cortado por estradas com ótima qualidade e é pouquíssimo engarrafado. Veja quais são os outros bem colocados no ranking:



Como melhorar as nossas marcas


Como deu para perceber, para que nossa colocação entre os melhores países para se dirigir melhore, há fatores que não dependem diretamente de cada motorista – como a qualidade das estradas e o custo de manutenção dos carros em proporção à renda de cada um. Mas um deles, o número de mortes no trânsito, está diretamente relacionado com a maneira como dirigimos nossos carros.


E aí, mesmo sabendo ser repetitivo, listo aqui algumas coisas bem básicas que, se fossem seguidas e respeitadas por todos, jogariam os nossos tristes números lá para baixo:


1 – Não dirigir depois de ter ingerido álcool ou substâncias que alterem a consciência;


2 – Todos no carro devem usar o cinto de segurança, crianças menores acomodadas em cadeirinhas;


3 – Respeitar os limites de velocidade e as demais indicações da sinalização – especialmente a que diz respeito a ultrapassagens;


4 – Manter distância apropriada em relação aos outros veículos;


5 – Usar as setas (piscas) para sinalizar todas as manobras que for fazer e com antecedência;


6 – Ter atenção redobrada nos cruzamentos, respeitar os semáforos e a preferência;


7 – Ficar atento a tudo o que ocorre a sua volta – especialmente em relação a pedestres, ciclistas e motociclistas, jamais usando o celular enquanto estiver guiando;


8 – Seguir o plano de manutenção do veículo de acordo com o indicado no manual, verificando periodicamente itens que sofrem desgaste – como pneus, freios, suspensão etc;


9 – Usar o bom senso e agir com consciência, educação, empatia e racionalidade ao volante, deixando de lado qualquer tipo de competitividade, rivalidade ou frustração; trânsito não é corrida nem campo de batalha;


10 – No mesmo sentido, entender que o trânsito, mesmo para quem segue sozinho ao volante de um automóvel, é algo coletivo e que depende de todos – motoristas, motociclistas, pedestres, ciclistas e agentes públicos – para funcionar de maneira eficiente e segura.



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