Branco, escolhido como “a cor de 2026”, já é a mais comum em carros nas ruas
- há 36 minutos
- 3 min de leitura
Por Henrique Koifman

Em dezembro passado, a Pantone, empresa que é referência global em se tratando de cores, definiu o Cloud Dancer (abaixo) – ou, dançarino das nuvens, em tradução livre – como a cor de tendência para este 2026*. Descrever tonalidades específicas de cores, mesmo quando conversamos aqui por uma mídia visual, é um pouco complicado, pois cada monitor, cada telinha tem sua maneira de mostrá-las – algo que tecnicamente envolve a chamada calibragem, que é, digamos, a sintonia fina desses equipamentos, para que sejam o mais fiéis possíveis a um determinado padrão. Mas cá estou eu, novamente, digredindo, em vez de ir direto ao ponto: como você já deve ter percebido pelas fotos deste post, esse tal Cloud Dancer é um tom específico de uma das cores fundamentais (e comuns) que enxergamos, o branco.

Fiquei pensando se essa escolha da Pantone teria algo a ver com o fato de o branco ser “a cor da paz” e, do jeito que as guerras e outras violências têm se multiplicado no mundo nesses nossos dias, um tom, digamos, pacífico, é muito bem-vindo, ainda que só domine a cena no visual.
E antes que você precise verificar novamente se está lendo um texto do blog Rebimboca, que costuma ser dedicado aos carros, me apresso a lembrar que, geralmente, as tendências de cores adotadas pelas artes e pela moda acaba influenciando também as montadoras de automóveis e, por tabela, seus compradores – ou vice-versa.
Em se tratando especificamente do branco, nem dá para dizer que ele alguma vez tenha estado realmente “fora de moda”, não ao menos nacionalmente – me lembrei aqui de que, em São Paulo, se não me engano, o branco passou a ser desprezado por muitos compradores de carros, depois que foi definido como a cor oficial para os táxis. No geral, porém, com variações de proporção, a “soma de todas as cores” (uma de suas definições) sempre esteve presente em praticamente todos os cardápios das marcas automotivas.

E, ultimamente, ele anda em alta por aqui: em 2025, era branca a cor de cerca de 23% dos automóveis novos vendidos e, atualmente, corresponde a quase 22% de todos os veículos em circulação no país, algo como 28,9 milhões de carros – sendo seguido pelo preto (19%, ou 25 milhões de unidades). Em terceiro está o prata, que tem 16,3% da frota – ou 21,4 milhões de automóveis (dados da Fipe e do Senatran).
Deu branco na linha Nissan
O branco é, também, pelo visto, a cor que melhor destaca os modelos da Nissan na América Latina. Segundo a montadora, no ano passado, nada menos do que 40,6% de todos os veículos que ela vendeu em nosso continente eram alvos (meus sinônimos estão se acabando...), sendo disparada a preferida pelos compradores.

Em toda a América Latina? Não. Aqui no Brasil, o branco foi desbancado pelo cinza escuro, o escolhido por quase 35% dos consumidores da marca – mas o branquinho ficou logo atrás, em segundo, com pouco mais de 30%.

E você, caríssimo leitor, também curte carro branco, ou prefere alguma outra cor? Eu confesso que já estou um pouco saturado (com trocadilho) de preto, branco e cinza, e preferiria ver nas ruas mais automóveis azuis, verdes, vermelhos, amarelos, lilases… mas acho que meu gosto, assim como a paz – mencionada lá no começo deste post cromático, anda meio fora de moda.
* Eis aqui a explicação da cor dada pela empresa: “PANTONE 11-4201 Cloud Dancer simboliza uma influência tranquilizadora em uma sociedade que redescobre o valor da reflexão silenciosa. Um branco vaporoso, imbuído de serenidade, que convida ao verdadeiro relaxamento e foco, permitindo que a mente vagueie e a criatividade respire”.































Comentários