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Para brigar pela liderança, Jeep Renegade 2027 oferece mais por menos 

  • 27 de mar.
  • 6 min de leitura

Por Henrique Koifman



Esta semana, acompanhei o lançamento da linha 2027 do Jeep Renegade, num evento promovido pela marca no interior paulista. Lá, pude conhecer em detalhes as novidades do (por enquanto*) menor SUV da marca aqui no Brasil, e falo e mostro as principais aqui neste post. Adianto que o grande destaque é a adoção de um sistema híbrido leve (MHEV, do inglês Mild Hybrid Electric Vehicle) de 48V, que passa a ser de série nas versões intermediárias Longitude e Sahara do utilitário. Ele é semelhante ao que a Stellantis já introduziu nas linhas Fiat e Peugeot (nestas, com apenas 12v) e, segundo a Jeep, “oferece economia e uma dirigibilidade ainda mais agradável”.


Essa parte, porém, só vou poder comentar a partir da semana que vem. Na ocasião, pude também experimentar algumas de suas versões, mas por conta de um embargo acordado pela Stellantis com os jornalistas, tanto as imagens quanto as minhas “impressões ao dirigir” ficarão para um segundo post.


(*) O posto de “irmão menor” da Jeep brasileira vai passar a ser do SUV compacto Avenger, que sairá de uma linha de montagem da fábrica da Stellantis em Porto Real (antes exclusiva de Peugeot e Citroën).



O que mudou na linha Jeep Renegade 2027?


Começo com um resumo das principais alterações estéticas – e que são logo perceptíveis para quem dá de cara com um Renegade 2026/27. Especialmente a nova grade dianteira e o redesenho do para-choque, que melhorou seu ângulo de ataque, ou seja, sua capacidade de superar lombadas e outros obstáculos sem raspar a saia (com trocadilho). E a Jeep facilitou a minha vida com esta animação abaixo, que mostra o “antes e depois” dessas novidades, que contemplam todas as versões do carro – em ordem crescente de preço: Altitude, Longitude, Sahara e Willys 4x4.



A renovação também entrou na cabine do Jeep Renegade, com alterações no desenho do tablier, painel de instrumentos (digital) e da central de multimídia (de 10,1″, com sistema Alexa instalado), novo console (com saída de ar-condicionado para o banco de trás) e banco do motorista com regulagem elétrica (versões Sahara e Willys), além de novos materiais e padronagem em forrações e acabamentos.


Ficou bacana, mas lamento o sumiço da alça que ficava localizada à frente do carona (sobre o porta-luvas), uma simpática menção ao jipe ancestral, criado para a guerra no comecinho dos anos 1940. Você pode conferir essas mudanças nesta outra providencial animação abaixo, referente especificamente à versão topo de linha 4x4.



Preços e motorização do Jeep Renegade 2027


Como mencionei lá na abertura, a principal novidade da linha Jeep Renegade é a chegada do sistema híbrido leve (MHEV), exclusivamente nas versões intermediárias Longitude e Sahara. Como nos Fiat Pulse e Fastback e nos Peugeot 208 e 2008 GT, esse sistema utiliza um motor elétrico (com o equivalente a 15,4 cv e 6,6 kgfm) no lugar do alternador e do motor de arranque, que além dessas funções, dá uma “forcinha” à propulsão a combustão em (curtos) momentos específicos, como nas arrancadas e retomadas. Uma bateria de íons de lítio de 48v (e 19,5 Ahr, ou ampéres por hora), instalada sob o banco do motorista, acumula e fornece a energia gerada e consumida nessa operação.




Também como nos Fiat e Peugeot, a introdução desse conjunto não alterou potência ou torque totais do Renegade. Ele continua oferecendo os bons 176 cv de potência e 27,5 kgfm de torque que seu motor 1.3 turbo flex (T270) proporciona nas demais versões do carro. Mas, como o elétrico assume parte do esforço pelo movimento, segundo a Jeep, ele permite que o jipinho economize uns 7% de combustível e emita menos 8% de CO₂, rodando na cidade. Os números de consumo divulgados são 11,9 km/l (gasolina) e 8,3 km/l (etanol) no ciclo urbano; e a 11,8 km/l (gasolina) e 8,6 km/l (etanol) no rodoviário.




Com mais de 580 mil unidades emplacadas no Brasil desde seu lançamento, em 2015, o Renegade chegou a liderar seu segmento, o dos chamados B-SUVs, por um bom tempo, mas, aos poucos, ganhou concorrentes e perdeu a coroa – embora nunca tenha deixado de registrar bons números de vendas.




Para tentar reconquistar o trono, além do caprichado pacote de novidades, a Jeep resolveu apostar também no custo-benefício e, em vez de reajustar para cima os preços do carro atualizado, os manteve nas versões Sahara (R$ 176 mil*) e Willys 4x4 (R$ 189,5 mil) e reduziu nas versões Longitude (R$ 158,7 mil, ou R$ 7 mil mais barata que a do ano/modelo anterior) e Altitude (R$ 130 mil, ou R$ 18 mil a menos, em valor promocional para as 3 mil primeiras unidades). Será que a estratégia vai dar certo? Volto a falar sobre isso em breve.


(*) Esta Rebimboca tem por padrão, pelo menos ao longo de seus textos, arredondar para cima, em até R$ 50) os preços dos modelos aqui mencionados. Fazemos isso por não entender qual seria para o consumidor, na prática, a diferença entre R$ 175.990 e R$ 176 mil, por exemplo.


Reproduzo abaixo a relação de itens/novidades das quatro versões do Jeep Renegade 2027, fornecida pelo fabricante, de acordo com cada versão.




JEEP RENEGADE ALTITUDE (acima) (Lote de lançamento de 3.000 unidades por R$ 129.990)• NOVO - Central multimídia de 10,1”• NOVO - Saídas de ar traseiras• NOVO - Novo console central• NOVO – Novo design das rodas de liga leve 17”• Keyless Entry n Go• Câmbio automático de 6 marchas• Teto bicolor• Frenagem autônoma de emergência• Detector de fadiga• 6 Air-bags• Quadro digital de 7”• Monitoramento de mudança de faixa• Câmera de ré• Conectividade sem fio Android Auto e Apple Carplay• Freio de estacionamento eletrônico• Jeep Traction Control+• Travas elétricas nas portas e porta-malas (travamento automático a 20km/h, trava de tampado combustível, indicador de portas abertas)


JEEP RENEGADE LONGITUDE - R$ 158.690,00• NOVO - Tecnologia MHEV de 48V da Stellantis• NOVO - Central multimídia de 10,1”• NOVO – Novo design das rodas de liga leve 18”• NOVO - Saídas de ar traseiras• NOVO - Novo console central• Câmbio automático de 6 marchas• 6 Air-bags• Sistema de monitoramento de ponto cego• Carregador de telefone por indução ventilado• Bancos revestidos em couro• Volante revestido em couro• Sensor de estacionamento traseiro




JEEP RENEGADE SAHARA – R$ 175.990,00• NOVO - Tecnologia MHEV de 48V da Stellantis• NOVO - Central multimídia de 10,1”• NOVO - Adventure Intelligence com Alexa• NOVO - Banco elétrico do motorista• NOVO - Saídas de ar traseiras• NOVO - Novo console central• NOVO - Nova manopla• NOVO – Novo design de rodas de liga leve 18”• Câmbio automático de 6 marchas• 6 Air-bags• Frenagem autônoma de emergência (car to car)• HSA (Hill Start Assist)• Iluminação do porta-malas• Isofix• Teto bicolor• Teto solar panorâmico• Jeep Traction Control+




JEEP RENEGADE WILLYS - R$ 189.490,00• NOVO - Central multimídia de 10,1”• NOVO - Adventure Intelligence com Alexa• NOVO - Banco elétrico do motorista• NOVO - Saídas de ar traseiras• NOVO - Novo design das rodas de liga leve 17”• Pneus mistos ATR +• Tração 4 x 4 com seletor de terrenos• Câmbio automático de 9 marchas• Controle de Tração• Selo Trail Rated®• 6 Air-bags• Controle eletrônico anti capotamento• Remote start (partida remota)• Repetidor lateral nos retrovisores• Teto solar panorâmico• Retrovisor interno eletrocrômico• Sistema de monitoramento de pressão dos pneus


E, a seguir, a ficha técnica de uma das versões – lembrando que o motor a combustão é comum a todas elas (dados do fabricante)




JEEP RENEGADE SAHARA MHEV – 26/27


Motor

  • Posição: Transversal dianteiro

  • Número de cilindros: 4 em linha

  • Diâmetro x curso: 70 x 86,5 mm

  • Cilindrada total: 1.332 cm3

  • Taxa de compressão: 10,5:1

  • Potência máxima (ABNT): 176 cv (gasolina/etanol) a 5.750 rpm

  • Torque máximo (ABNT): 27,5 kgfm (270 Nm) a 2.000 rpm

  • Nº de válvulas por cilindro: 4

  • Eixo comando de válvulas: 1 no cabeçote

  • Injeção eletrônica: Borgwarner - ECM GPEC5

  • Combustíveis: Gasolina/etanol


Motor elétrico

  • Posição: dianteiro, transversal

  • Tensão: 48V

  • Sistema elétrico

  • Tensão: 48V

  • Bateria: chumbo 12V (72Ah)

  • Bateria auxiliar: íon-lítio 48V (19,5Ahr)

  • Conversor: 48V-12V DC/DC

  • Máquina elétrica: 11,4 kw-65nM


Transmissão

  • Câmbio automático: seis marchas à frente e uma à ré

  • Tração: Dianteira


Sistema de freios

  • Dianteiro: A disco ventilado (diâmetro de 305 mm) com pinça flutuante

  • Traseiro: A disco sólido (diâmetro de 278 mm) com pinça flutuante


Suspensão

  • Dianteira tipo: McPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores com geometria triangular e barra estabilizadora; Amortecedores: Hidráulicos e pressurizados Elemento elástico: Molas helicoidais

  • Traseira tipo: McPherson com rodas independentes, links transversais/laterais e barra estabilizadora; Amortecedores: Hidráulicos e pressurizados, Elemento elástico: Molas helicoidais


Direção

  • Assistência: Elétrica com pinhão e cremalheira

  • Diâmetro mínimo de curva: 11,1 m


Rodas e pneus

  • Medidas: 7″ x 18″ – liga de alumínio / pneus: 225/55 R18


Dimensões e capacidades

  • Comprimento: 4.270 mm

  • Largura da carroceria: 1.805 mm

  • Altura do veículo: 1.706 mm

  • Distância entre eixos: 2.566 mm

  • Altura mínima do solo entre os eixos: 208 mm

  • Ângulo de entrada: 25,6°

  • Ângulo de saída: 31,8°

  • Volume do porta-malas: 385 litros (5 pass.)/ 1.448 litros (2 pass.)

  • Tanque de combustível: 55 litros

  • Peso do veículo em ordem de marcha: 1.531kg

  • Capacidade de carga: 400 kg


Desempenho

  • Velocidade máxima: 206 km/h (gasolina/etanol)

  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 8,9 s (gasolina/etanol)


Consumo PBEV

  • Ciclo urbano: 11,9 km/l (gasolina)/ 8,3 km/l (etanol)

  • Ciclo estrada: 11,8 km/l (gasolina)/ 8,6 km/l (etanol)



Fotos de Divulgação

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