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O último Gol


Dois mil e vinte e três vai começar sem gol. E, daí pra frente, vamos seguir sem trocadilhos infames desse tipo – do nome do carro mais vendido no Brasil em todos os tempos com o momento mais esperado do futebol, de quem roubou o nome. Depois de 42 anos, o compacto da Volkswagen que emplacou mais de 6,9 milhões de unidades, desde seu lançamento em 1980 até hoje, sai de linha. E, como homenagem ao carrinho, a Volks está colocando nas lojas mil unidades numeradas de uma versão de despedida, a – lá vem nome em inglês – Last Edition.


Neste simpático vídeo de divulgação abaixo, o grande jornalista (automotivo e esportivo) Cláudio Carsughi fala sobre o VW Gol Last Edition e conta sua relação com o modelo – ele foi o primeiro a andar no Gol de 1980 –, além de apresentar seu substituto, o Polo Track. Este, uma versão mais simples do também hatch compacto premium da marca.





Vários Gols


A Volkswagen vai parar de fabricar o Gol, mas, na prática, isso significa mesmo é que o nome “Gol” deixa de ser usado para batizar um modelo da marca. Desde seu lançamento, em 1980, trazendo um motor de Fusca 1.300 adaptado sob o capô (abaixo), o carro foi evoluindo e de original mesmo, daquele primeiro Gol, o atual só deve ter mesmo o nome. Ainda assim, é uma trajetória e tanto.


Vale lembrar que, além do hatch, o carrinho deu origem a toda uma família de outros modelos que nasceram, digamos, de suas costelas, como o sedã Voyage, a picape Saveiro e a perua Parati.


Confira aqui dois test-drives que fizemos na TV Rebimboca com versões do Gol, ambas com a mesma mecânica utilizada no carro atual:


Primeiro, a do Gol Track 2017



Agora o Comfortline 2017



O Last Edition vale a pena?



A série especial tem com diferenciais a cor vermelha e as faixas e emblemas na carroceria, assim com detalhes de acabamento interno e, claro, a numeração, um a um, no painel. No mais, ele é um Gol “completinho”, com tudo o que se pode colocar no modelo atualmente. E traz o mesmo (bom) conjunto mecânico, com motor 1.0 MPI de três cilindros aspirado (aquele do UP) com câmbio manual de cinco marchas.



O preço é R$ 95.990, ou seja, 96 mil reais menos uma mariola. Caro para um 1.0 aspirado, mas – vá lá – razoável por uma edição exclusiva que, com o tempo, pode, sim, ser valorizada pelos colecionadores daqui a algum tempo. Algo assim aconteceu com a Kombi Last Edition, lançada em 2013 – apesar de a VW não ter respeitado sua promessa inicial, de só fazer 600 delas (produziu 1.200, no total), hoje bem desejada por aficionados.


Eu, se pudesse, compraria um.






Como última curiosidade sobre esse modelo, este mês, o pessoal do marketing da VW e a agência de publicidade AlmapBBDO, aproveitaram a Copa do Mundo para uma ação promocional: enviaram para a matriz alemã sete unidades do Gol 2014, em alusão ao triste 7x1 que nossa seleção de futebol sofreu na competição daquele ano. (veja no link do Instagram, abaixo). Fiquei pensando em que modelo a Volks alemã nos enviaria de volta (afinal, houve um tento brasileiro).

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