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VW divulga primeiras imagens da Nova Amarok, que chega em agosto

Picape média recebe uma plástica de atualização, mas segue com o mesmo projeto básico 



Por Henrique Koifman - imagens de divulgação


Enquanto você lê estas mal tecladas linhas, a Volkswagen está acionando sua linha de montagem em General Pacheco, na Argentina, para produzir as primeiras unidades da Nova Amarok. "Nova" em parte de seu visual – especialmente na dianteira, na qual a picape média ganhou uma reestilização mais acentuada. A mexida a deixou com as linhas mais parecidas com a dos modelos mais recentes da marca – e, também, com as de outros modelos mais antigos, mas recentemente atualizados, caso da picape compacta Saveiro. Entre as novidades, felizmente, comenta-se que virão também uma série de melhorias no "despojado" acabamento interno e uma lista de itens de conforto e de segurança – como os de auxílio autônomo ao motorista e um número maior de air-bags (a atual só tem 4). Mas isso confirmaremos em agosto, mês previsto para seu lançamento aqui no Brasil. Enquanto isso, dá para matar um pouco da curiosidade com o vídeo e as fotos divulgadas há pouco (em 4/7) pela VW.



Vídeo divulgado pela VW mostra a picape atualizada em sua linha de montagem na Argentina


Alguns números e considerações sobre a VW Amarok


Ao longo de mais de 15 anos de produção na Argentina, já saíram da linha de montagem mais de 740 mil unidades da picape média, sendo que 64% delas foram exportadas (inclusive para o Brasil).


Desde seu lançamento, a Amarok já foi produzida em versões de cabine simples e dupla, com motores a diesel de quatro cilindros em linha (2.0) e seis cilindros em V (3.0), câmbio manual (6 marchas) e automático (8 marchas) e diversas opções de acabamento – e preços, incluindo mais de 120 mil unidades produzidas com a direção “inglesa”, do lado direito, para países da Oceania, África e América Central.


Embora não tenha sofrido modificações em sua plataforma ou principais componentes da carroceria – como teto, laterais e portas – a VW trata a Amarok que chega ao Brasil em agosto tratada como sendo sua terceira geração. A segunda, lançada em 2016, tinha como principal novidade a opção do motor V6, que fez dela a picape média mais potente do mercado.


Embora ainda seja vendida, na Argentina e em outros países latino-americanos, também com a opção do motor 2.0 turbodiesel de quatro cilindros (180 cv de potência e 42,8 kgfm de torque), aqui no Brasil, já faz tempo, a Amarok só está nas lojas com o V6, também turbodiesel, de 258 cv e 59,1 kgfm. Cheguei a fazer test-drives com algumas das versões 2.0 dessa picape vendidas aqui no Brasil, como o que você pode conferir no vídeo da TV Rebimboca abaixo. E, mais recentemente, tive a oportunidade, também, de participar de um dia de convivência off-road com a versão V6 do carro, lá na Argentina - que você pode conferir neste link: https://www.rebimboca.com.br/single-post/um-test-drive-radical-com-a-vw-amarok-na-argentina .





A renovada na Amarok é uma tentativa da Volkswagen para vitaminar seu desempenho em nosso mercado, no qual, hoje, ela é a lanterninha em seu segmento, ficando atrás (em ordem de unidades comercializadas) da campeã Toyota Hilux, Ford Ranger, Chevrolet S10, Mitsubishi L200 e Nissan Frontier. Lançada há poucos meses, a Fiat Titano ainda é “café com leite” nessa comparação. Na Argentina porém, esse utilitário da VW é o segundo mais vendido. Em 2023, perdeu por pouco da Hilux, que faturou 28.337 unidades contra 28.043 da Amarok.


Mas afinal, a VW Amarok tem (ou terá) fôlego para brigar no nosso mercado?


"Nova" ou não, a VW Amarok é uma picape interessante e que, a despeito de seus 15 anos de estrada, ainda oferece alguns diferenciais interessantes em relação à concorrência. A começar por seu sistema de tração integral permanente "4 motion" que, diferentemente do que é mais comum encontrar em utilitários desse tipo, se mostra até mais vantajoso no asfalto – onde contribui para que essa picape tenha uma estabilidade e uma condução acima da média para seu segmento – do que no fora de estrada, onde é "normal".


Quando foi lançada, muita gente por aí chegou a dizer que a Amarok "parece um carro de passeio", por conta de sua condução suave e facilidade de manejo. Nem tanto, pois as leis da física impedem que um veículo com essas dimensões e altura e montada sobre chassis se comporte igual a um automóvel menor, em monobloco, mais leve e mais baixo. Mas é inegável que, em comparação às concorrentes daquela época, a picape da VW era a mais dócil e fácil de se conduzir. Hoje, com a evolução geral do segmento, essa diferença diminuiu, mas ainda assim, existe.


Outro ponto alto do modelo é seu motor V6 turbodiesel, que gera os já mencionados 258 cv e 59,1 kgfm e que equipa suas versões mais caras – justamente as que vêm para o Brasil. Já sabemos que essa mecânica (junto com o câmbio automático de 8 marchas, que pode até ganhar mais uma ou duas delas) será mantida na Amarok "remoçada" que está chegando e, com ela, a picape segue como a mais potente de seu segmento, e ela anda bem, mesmo.


Se, agora, ganhar equipamentos que atualizem seus recursos de segurança e condução, tornando-os condizentes com a tecnologia atual –, receber um tratamento visual que lhe tire alguns anos do rosto e, claro, se tudo isso for vendido por um preço competitivo em relação à concorrência –, sim, acho que e VW Amarok tem chances de brigar em nosso mercado. Dificilmente pelos primeiros lugares nas vendas, mas certamente por uma posição bem mais honrosa que a atual, equivalente que ocupa o meu Fluminense, hoje, no Campeonato Brasileiro.





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