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Maioral entre os sedãs compactos

Uma semana para com o Chevrolet Onix Plus Premier 2023, campeão de vendas em sua categoria

Texto e fotos de Henrique Koifman

Passei uma semana com a versão mais sofisticada do sedãzinho (não tão “inho” assim) da Chevrolet, o Onix Plus Premier 2023, que pude dirigir em circunstâncias bem variadas. Falo sobre minhas impressões neste post, mas, como o modelo não sofreu alterações muito significativas desde seu lançamento, em 2019, sugiro que você confira também o vídeo bem completo que produzi, há um tempo, com esse modelo para a TV Rebimboca (abaixo).




Já faz um tempinho que o Onix Plus, versão de três volumes do compacto da Chevrolet, é o líder em seu disputadíssimo segmento. Ainda que os sedãs não sejam os “carros da vez” na preferência do mercado, sua categoria é uma das que contam com mais opções de modelos e marcas atualmente. Isso porque, pensando de forma direta e racional, essa configuração é provavelmente a mais prática que se pode ter em um automóvel hoje, combinando espaço suficiente – inclusive para bagagens –, praticidade para o uso urbano, custo e consumo de combustível comparativamente mais camaradas que outras opções – como os tão desejados SUVs, por exemplo.

Primeiro, na cidade



Comecei meu test-drive com alguns dias de uso urbano e rotineiro, estilo casa-trabalho-casa, com ligeiras e curtas variações para compromissos diversos. Nesse circuito, rodando quase que o tempo todo sozinho a bordo, o que se destacou para mim foi a docilidade geral do carro. No trânsito mais intenso, salpicado de sinais vermelhos e vias congestionadas, rodando quase sempre com o motor em rotações bem baixas. E, nessa mesma situação – assim como com o trânsito mais fluido –, seu conjunto oferece agilidade mais que suficiente para que você se movimente sem stress. Ele é também bem silencioso, macio e oferece uma dose de conforto suficiente para que um engarrafamento demorado não seja lembrado, horas depois, pelos efeitos que deixou no corpo da gente.


Isso porque, ainda que não tenha lá tanto apoio lateral, o banco recebe bem o motorista. O material usado em sua forração, um couro industrial, tem ótimo aspecto e tato agradável. E, pelo menos para o meu tipo físico, depois dos ajustes devidos, a ergonomia geral – com as distâncias para pedais, volantes e comandos e a visibilidade de espelhos e janelas – funciona muito bem. E se o acabamento interno não é lá tão Premier (nome da versão) assim, trazendo mais plásticos duros que qualquer outro material, passa no geral uma boa sensação de “coisa bem-feita” e caprichada na montagem.




Todos os botões de ajustes e acionamentos estão em locais presumíveis e a quantidade de acessórios é bacana. Lá estão itens desejáveis como o acendimento automático dos faróis, uma boa e bem relacionada (com conexões) central de multimídia, abertura automática da tampa do porta-malas, carregamento sem fio para o celular, opção para compartilhamento de conexão via wi-fi e tomadas USB para recarga de aparelhos eletrônicos inclusive para os passageiros do banco de trás. Mas senti falta de outros, como o acionamento automático dos limpadores do para-brisa e o meio óbvio espelho retrovisor interno com sistema antiofuscante automático – é preciso acionar manualmente aquela velha teclinha para tirar a luz excessiva dos nossos olhos.


Depois, na estrada

Aproveitei uma brecha nos compromissos e fiz uma viagem rápida até Teresópolis, somando pouco mais de 240 km entre ida, passeio e volta. Na parte plana do trajeto, começando pela via expressa (Linha Vermelha) e seguindo pelas boas rodovias de pistas duplas, com trânsito bom, mantive sempre os 100 ou 110 km/h máximos permitidos. Para isso, com o câmbio automático estacionado em sua sexta marcha, o motor se mantém sereno e giros baixos.

Chegando à serra, com longos trechos de mão dupla e vários caminhões e carros mais lentos aqui e ali, fiz boas retomadas e acelerações para ultrapassagens, tendo de pisar mais fundo no acelerador e, finalmente, fazendo o motor mostrar seus dotes e sua “voz”. Éramos apenas dois a bordo e levávamos pouca bagagem e o fôlego oferecido pelo Onix para as manobras necessárias foi suficiente para seguirmos relaxados.


A mesma tranquilidade com que venci as curvas do trajeto sinuoso e com piso de concreto úmido. Bem acertadinha, a suspensão trabalhou discreta, sem transferir muitos sacolejos à cabine. Ela não é daquelas mais rígidas, com, digamos, espírito mais esportivo, que convidam o motorista a expandir seus limites. Preza mais pelo conforto, mesmo, mas atua com competência, dentro de um padrão de condução ajuizada.


Os passageiros gostaram


Como parte do teste, embarquei dois adultos no banco de trás para um breve passeio e ouvi elogios. O espaço ali é generoso o suficiente para que mesmo quem se sente atrás de um motorista pernudo como eu, que costuma ajustar seu assento bem para trás, viaje sem aperto algum. O assoalho baixo, mesmo no centro, permite até que alguém consiga passar algum tempo acomodado ali sem grandes apertos. E o encosto do banco traseiro é suficientemente reclinado, também. Não é a toa que motoristas profissionais elogiam tanto esse Onix nesses quesitos.

A volta ao Rio aconteceu sob tempestade intensa na serra. Uma rara oportunidade para testar os limpadores de para-brisa e o escoamento da água sobre o vidro, além do isolamento da cabine. Os primeiros funcionaram satisfatoriamente, dadas as circunstâncias bem fora do padrão – além do aguaceiro, havia um pouco de neblina. Ajustando a ventilação com o ar condicionado ligado, não houve embaçamentos. Já as gotas da chuvarada se fizeram ouvir bem dentro do carro.


Na descida, como não há borboletas no volante para reduzir o câmbio, fiz isso usando um botão na lateral da alavanca de mudanças, que, embora um pouco menos ergonômico, foi até bem fácil de usar. Freio motor é sempre a melhor maneira de controlar a velocidade do carro em um declive prolongado como aquele e, no final, deu tudo certo.


Concluindo



No final das contas, rodei um total de pouco mais de 400 km com o Onix Plus Premier 2023. De acordo com o computador de bordo, consegui uma média de 12,7 km por litro em ciclo urbano, e até impressionantes 19,5 km/litro na estrada, sempre com gasolina no tanque.


Acho que os principais concorrentes diretos do Onix Plus Premier 2023, que custa a partir de R$ 113.390, são o VW Virtus 1.0 170 TSI (que parte de R$ 112.990) e o HB20S 1.0 T-GDI Platinum (R$ 115.690), pois os dois também têm motores 1.0 de três cilindros turbinado e câmbio automático de seis marchas. E são bons carros, vale dizer.



Talvez, o motivo que faz com que o Chevrolet tenha uma performance melhor nas vendas esteja em seu equilíbrio geral, somando coisas como recursos, custo, desempenho, aparência, espaço e consumo – quesito em que é um dos, senão “o”, carro flex mais econômico disponível. E, embora, dos três, seja o único que não oferece uma tecla “sport” para apimentar um pouquinho seu comportamento geral (principalmente das trocas de marchas), até o chamado prazer de dirigir.






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